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Dicas de Saúde e Bem Estar

Saiba quando procurar um Médico Reumatologista

É consenso entre os médicos: quanto mais cedo o tratamento da Artrite Reumatoide for iniciado, melhor será para o paciente. Para deter o avanço da doença e fazer com que o paciente não sofra com dores, perda de mobilidade e qualidade de vida, o ideal é que o tratamento comece quando a AR está em sua fase inicial.

Se o tratamento começar antes dos três meses da doença no organismo, os resultados são mais satisfatórios, segundo o médico reumatologista Dawton Torigoe, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e presidente da Sociedade Paulista de Reumatologia. “Hoje em dia a artrite reumatóide é considerada inicial quando tem em torno de 12 semanas”, explica o médico.

Para que isso aconteça, no entanto, a doença precisa ser diagnosticada precocemente, o que torna fundamental saber quais são os sintomas mais comuns da AR: a primeira manifestação da maior parte das doenças reumatológicas costuma ser dor nas articulações - o mais comum são dores localizadas nas articulações das mãos e dos pés, que também podem inchar.

Uma característica que é própria da Artrite Reumatoide, porém, é a chamada rigidez matinal. “A pessoa acorda, pela manhã, com as mãos rígidas e, no caso da AR, essa rigidez é longa – pode durar uma ou até duas horas, em que o indivíduo tem dificuldade de fechar as mãos”, descreve Torigoe.

Uma vez que os sintomas estão presentes, é fundamental procurar, o mais rápido possível, um médico reumatologista, que é o especialista mais indicado para tratar as doenças reumatológicas. “Todos os estudos mostram hoje que o principal fator para que o paciente com AR tenha uma boa evolução, é o diagnóstico e tratamento precoces”, reforça Torigoe - passadas as primeiras 12 semanas da doença, o tratamento pode não ser tão eficaz quanto seria se iniciado precocemente.

Primeiros passos

Ao procurar um reumatologista, o paciente pode esperar que o médico faça, logo de cara, uma investigação em seu histórico clínico e exames físicos, para tentar confirmar o diagnóstico de Artrite Reumatoide.

Além disso, o médico pode pedir uma série de exames de sangue, para auxiliar no diagnóstico. “Os principais são os exames fator reumatoide e Anti-CCP, (abreviação em inglês para ‘Anti-Peptídeo Citrulinado Cíclico’). Quando esses exames dão positivo, nos ajudam no diagnóstico da doença, embora exista AR mesmo com esses exames normais”, alerta Torigoe.

Exames que observam a atividade inflamatória no sangue dão pistas sobre a doença, já que, no paciente com Artrite Reumatoide, a inflamação é muito intensa - raios-X e ressonâncias magnéticas, que são exames de imagem, também ajudam nesta tarefa. “A partir de todas essas informações, começamos a tratar o paciente”, diz Torigoe.

O objetivo do tratamento é a remissão da doença – ou seja, que o paciente não tenha nenhuma dor, nenhum inchaço, e viva uma vida normal, sem sinal da AR, mesmo convivendo por muitos anos com a doença.

Não me tratei precocemente – e agora?

O tratamento na fase inicial da doença faz toda a diferença, e, se seguido da maneira correta, com acompanhamento constante, pode proporcionar ao paciente uma vida livre das dores e problemas da doença.

Mas quem, por acaso, não teve acesso ao tratamento no início da doença, não deve desanimar. “Idealmente, queremos tratar o paciente precocemente, mas mesmo aquele que perdeu esse ‘prazo’ de 12 semanas e já tem a AR mais avançada, vai ter ganhos muito importantes com o tratamento”, esclarece Torigoe.

A dor e a rigidez matinal, por exemplo, diminuem bastante com o tratamento, melhorando, assim, a qualidade de vida. E mesmo casos em que o paciente já apresenta deformidades decorrentes da AR têm solução.

“Depois de tratar a dor e a doença em si, pode-se fazer cirurgias corretivas, com um ortopedista, seja para recuperar a função dos membros, ou por questões estéticas”, diz o médico, que finaliza afirmando que “Não há paciente que não possa ser tratado”. Por isso, ao menor sinal de dor nas articulações – ou se a doença já está presente – procure um reumatologista.